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Com o progresso da Medicina, tornou-se cada vez mais acessível aumentar a expectativa de vida da população. Porém, esse avanço também provoca o surgimento de questões relacionadas a idades mais avançadas, como as doenças degenerativas inevitáveis.

Em um contexto como esse, saber como lidar com idosos com demência é uma das principais atribuições de quem deseja prolongar a vida de familiares e pessoas próximas.

Cuidar de quem cuidou de nós é uma honra, ainda que seja um processo desafiador. Para facilitar essa etapa na vida da família, preparamos este artigo com informações essenciais sobre a demência, como os sintomas iniciais e dicas para tratar dessa condição de forma mais tranquila. Continue a leitura!

O que é demência?

A demência é um processo de deterioração das funções cognitivas, interferindo na capacidade de raciocínio, memória e linguagem. Esse termo é utilizado para descrever diversas desordens de compreensão que afetam o paciente.

Existem dois tipos de demência: as irreversíveis e as reversíveis. Quando não é possível reverter o quadro, ele passa a ser degenerativo. Assim, os casos irreversíveis são progressivos e pioram com o tempo. A doença de Alzheimer é um exemplo de demência degenerativa, em que os prejuízos causados ao cérebro não podem ser interrompidos.

Porém, também há danos reversíveis, como pode ocorrer com deficiência de vitamina B12, hidrocefalia normotensiva e certos tumores cerebrais. Outros males que causam essa condição podem ser citados, como: Demência de Lewy, Demência Vascular, Doença Frontotemporal, Doença de Creutzfeldt-Jakob e Doença de Huntington.

Os médicos especializados também identificam eventos que podem levar a essa ocorrência. Entre eles, é possível apontar deficiências nutricionais, intoxicações, problemas metabólicos, reação a medicamentos, doenças pulmonares ou cardíacas e problemas endócrinos.

Quais são os primeiros sinais da demência?

Por afetar a autonomia do idoso, a demência pode levar a situações atípicas. Em geral, atividades básicas do cotidiano são comprometidas, como gestão de finanças, andar por locais conhecidos e dirigir um automóvel. Além desses sintomas, essa dificuldade também pode causar outros indícios, como os pontos a seguir.

Quedas e tropeços frequentes

As quedas e tropeços acontecem devido a uma disfunção no controle de postura e equilíbrio. Além disso, as capacidades de análise espacial, execução e planejamento de atividades também podem estar comprometidas. Em alguns casos, esse sintoma indica o começo da demência. Porém, para outros, já pode determinar um estágio avançado. De todo modo, é preciso ficar atento se o idoso apresentar esses sinais com frequência.

Dificuldade de expressar suas ideias

Os problemas de comunicação ocorrem tanto na fala quanto na escrita. Para alguns pacientes, será difícil entender o que é dito, mas conseguem falar com clareza; outros podem ouvir e compreender, porém sem conseguir expressar sua fala. Há, também, casos em que o idoso fala e entende, mas não consegue reconhecer as palavras escritas.

A família deve estar atenta para perceber tais cenários. Em geral, a pessoa tende a falar sobre assuntos aleatórios e não responde perguntas de maneira adequada. Caso a comunicação seja difícil, é o momento para prestar mais atenção.

Perda de empatia

Nesse episódio, o idoso perde a capacidade de interação com o mundo ao seu redor. Sendo assim, ele pode ficar minutos ou até mesmo horas olhando para o horizonte, sem interagir com estímulos do ambiente. Logo, o idoso não se interessa pelos fatos que acontecem ao seu redor. Além disso, ele também não reconhece as emoções das pessoas de sua família e nem reage a elas, sendo comum apresentar déficit de atenção.

Dificuldade em reconhecer pessoas

Embora a visão não tenha sido comprometida, um dos sinais da demência é a dificuldade em reconhecer rostos e até mesmo objetos. Ainda que a pessoa faça parte do convívio diário, o idoso poderá não reconhecê-la. Isso vai além de uma troca de nomes ou esquecimento temporário, que pode ser comum: o quadro impede que o paciente saiba quem interage com ele, ainda que se vejam com constância.

Problemas de memória

O idoso ainda pode ter problemas para reconhecer objetos ou realizar sequências motoras. Ele sabe, por exemplo o que é um copo e entende o que é a garrafa, mas, ainda que esteja com sede, não consegue ligar uma ação à outra. Assim, ele também esquece como abrir a porta, mesmo que sempre tenha feito isso sozinho. O fato ocorre por um bloqueio para ligar áreas cerebrais responsáveis por seguir passos sequenciais.

Como lidar com idosos com demência?

Após identificar os sinais mais comuns, já é possível ter ideia se o idoso apresenta essa situação. Sendo assim, é o momento de administrar o caso da melhor maneira possível, tanto para o paciente quanto para os familiares. Para isso, veja algumas formas para lidar com idosos com demência 

Mude a comunicação

É importante lembrar que as habilidades de fala e compreensão podem ser afetadas. Dependendo do nível, a pessoa não reconhecerá mais rostos, objetos e situações rotineiras. Nesse caso, é preciso usar uma comunicação objetiva. Evite falar sentenças muito longas e com diversas informações. O ideal é dizer comandos simples e curtos para que o idoso consiga assimilar de maneira clara e possa responder ao pedido.

Substitua uma oração extensa como: “Está na hora de ir ao seu geriatra. Nós começamos a ir desde o ano passado, lembra? Parece que vai fazer frio, onde você colocou o seu agasalho?”. Essa instrução tem muitas informações, tente falar o seguinte: “Hora de ir para o médico, coloque seu casaco”.

Estimule a independência do idoso

Para que o quadro não se agrave, é fundamental incentivar que o paciente realize as ações do seu dia a dia. Estimule que ele faça atos comuns, como vestir a roupa ou tomar banho sozinho — o ideal é que ele faça por si mesmo. Porém, se notar que a tarefa ficou incompleta, comece a supervisionar. Caso perceba grandes dificuldades, interfira ajudando no processo. Se mesmo assim o idoso não conseguir, a última opção é fazer por ele.

Encoraje sempre a mobilidade do paciente, mesmo que seja apenas ao andar de um cômodo para o outro. Essa atitude evitará riscos de trombose e infecções, além de aliviar a sobrecarga dos familiares ou cuidadores.

Procure por uma ajuda médica especializada

Não tente lidar com idosos com demência sem auxílio profissional. A ajuda médica é fundamental para impedir ou retardar o avanço do quadro. Sendo assim, não hesite em procurar uma clínica especializada em envelhecimento logo aos primeiros sinais. Determinadas condições de saúde podem ser tratadas, evitando o progresso para os sintomas de demência. Portanto, é essencial que o médico realize o diagnóstico para identificar a origem da dificuldade.

Já para males como a Doença de Alzheimer, que se agravam com o passar dos anos, a ajuda médica é ainda mais importante. Ao ter essa identificação precoce, é possível planejar melhor o futuro e aumentar o bem-estar do idoso. Nesses casos, o atendimento médico domiciliar pode ser um bom suporte. 

Estabeleça regras de rotina e alimentação

Pacientes com uma condição de demência mais avançada tendem a ficar mais inseguros. Por isso, o ideal é facilitar todos os processos do idoso. Criar um cronograma de atividades, por exemplo, é uma grande ajuda. A rotina auxilia a evitar o nervosismo por não conseguir fazer algo ou não entender. Dias muito conturbados podem desencadear confusões mentais e devem ser evitados. Sendo assim, busque que a alimentação e higiene pessoal ocorram em um horário fixo.

Além disso, faça o possível para simplificar as tarefas. Deixe roupas mais fáceis para vestir disponíveis no armário e elimine opções com botões, zíper, laços e fivelas. Procure, também, organizá-las em uma ordem, como camisas de um lado e calças do outro.

Adapte os locais de convívio para a segurança

Idosos com demência apresentam maior dificuldade de compreensão visual, o que causa riscos de acidente. Sendo assim, é fundamental que os lugares comuns estejam seguros para evitar quedas. O indicado é instalar um piso antiderrapante no banheiro e, se possível, barras de segurança. Remova itens em excesso, como mobiliários, peças pontiagudas e tapetes.

Busque, também, sempre manter os lugares iluminados — caso seja noite, deixe uma luz indireta perto do idoso. Outra medida importante é guardar as chaves do carro ou do imóvel em local seguro, pois o paciente pode querer sair de casa durante uma crise.

Preste atenção à pele do idoso

pele do idoso costuma ser mais frágil e sensível, o que comumente ocasiona lesões em partes de apoio. Assim, caso o paciente precise ficar muito tempo em uma posição, busque que ele se movimente a cada duas horas. Mantenha também garrafas de água perto, uma vez que a hidratação é fundamental para a saúde da pele. Outra dica importante é incentivar que ele aplique hidratantes com frequência.

Se o idoso utilizar fraldas, ela precisa ser trocada de três em três horas, evitando possíveis assaduras. Por fim, se notar feridas no corpo, leve o paciente ao seu médico de confiança.

Tenha paciência com comportamentos repetitivos

O idoso pode apresentar comportamentos que se repetem, como perguntar as horas frequentemente. Não questione ou diga que ele já perguntou isso minutos atrás: apenas responda o horário de forma objetiva.

Outra situação é quando o idoso pede para ir para casa, mesmo já estando nela. Nesse caso, não tente debater: esse é um pedido para ser reconfortado, por estar com medo ou inseguro. Sendo assim, estimule que ele fale ao perguntar como é a casa e o que ele gosta de fazer lá, por exemplo.

Esses atos ocorrem devido à ansiedade, ao medo ou ao estresse. Procure tranquilizar o idoso usando uma voz firme e reconfortante. Conduzir a atenção para atos agradáveis, como fazer um lanche ou olhar pela janela, também são boas táticas.

Com essas dicas sobre como lidar com idosos com demência, você já sabe o que é essa condição e pode administrar melhor o caso. Coloque essas sugestões em prática e veja como o convívio será mais fácil para todos.

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