Há alguns anos, era muito comum ter um médico da família para o acompanhamento durante toda a vida. Ele cuidava da saúde dos familiares, frequentava a casa deles e mantinha uma relação de proximidade com o paciente. Porém, esse tipo de relação médico paciente se perdeu com o tempo.

Mas assim como naquela época, a interação entre médico e paciente continua sendo fundamental ao atendimento de qualidade. O diálogo aberto e o conhecimento mais profundo do contexto social e cultural do paciente são indispensáveis à determinação de diagnósticos mais precisos.

Quer saber mais? Continue lendo e entenda a influência da relação médico paciente na evolução dos tratamentos para a manutenção da saúde. Acompanhe!

Quais os benefícios de ter um médico de confiança?

A figura daquele médico próximo da família e que acompanhava, mais de perto, todos os problemas de saúde dos familiares ao longo da vida havia perdido espaço na sociedade. Contudo, diante da importância desse relacionamento para a recuperação da saúde, essa prática está sendo resgatada dentro dos lares e, até mesmo, nos próprios hospitais.

A boa notícia é que ela veio com laços fortalecidos de confiança e de entrega. O profissional moderno sabe que, mesmo com o uso dos recursos tecnocientíficos que facilitam o diagnóstico, nada substitui uma anamnese bem-feita e uma conversa amigável.

Tendo isso em vista, a relação médico paciente precisa ir além de um mero encontro entre esses indivíduos. É necessário entender que essa interação exige bem mais que exames físicos ou a prescrição de medicamentos.

Ao longo da história da medicina, os precursores da ideia de que a prática clínica deveria se demorar no diálogo, defendiam que a fonte mais segura para o diagnóstico é a atenção aos detalhes contados pelo próprio paciente. 

Logo, um profissional que acompanha um paciente por um longo período tem a oportunidade de identificar todos os detalhes da história familiar. Isso favorece a determinação mais precisa do diagnóstico e a escolha de uma conduta que resulte em um tratamento eficaz.

Nesse contexto, conhecer o histórico completo de um indivíduo facilita a compreensão da dinâmica de saúde e de possíveis doenças que ela possa desenvolver ao longo da vida. Esse conhecimento é essencial à prevenção de doenças relacionadas não só às questões hereditárias, mas também a outros fatores de influência. Estilo de vida, maus hábitos, aspectos culturais, perfil socioeconômico e o estado psicológico precisam ser considerados.

Conhecer o paciente em um contexto mais amplo sinaliza maiores chances de trabalhar uma visão integral do ser e de promover um cuidado mais individualizado, completo e eficaz. 

Como um médico de confiança deve agir?

O estilo de vida contemporâneo moldou comportamentos e estabeleceu hábitos que deixam as pessoas cada vez mais distantes. Essa realidade sugere a necessidade de desenvolver habilidades que construam uma relação de confiança durante as consultas. Desde o primeiro contato, consulta ou procedimento é importante utilizar processos de interação que mantenham o paciente envolvido. Ao procurar qualquer serviço, todos querem ser atendidos com qualidade e depositar confiança no profissional escolhido.

Por meio de um atendimento confiável, as chances de recuperação em casos de doenças graves — como o câncer, por exemplo — reforça a transparência no diálogo e no tratamento.

Além disso, o médico deve utilizar linguagem mais acessível para explicar o diagnóstico evitando termos técnicos da área para não confundir o paciente. Quanto mais claras e objetivas forem as informações passadas, maiores as possibilidades de seguir as orientações médicas e de obter êxito no tratamento.

​Como uma consulta deve ser? 

A excelência no atendimento é um dos quesitos mais relevantes à construção de uma imagem positiva de um médico. A confiança estabelecida para fortalecer a relação médico paciente começa desde a primeira consulta. O bom profissional deve priorizar a busca de medidas que proporcionem sempre o melhor para cada paciente. Usar a empatia e colocar-se no lugar do outro auxilia a compreensão da importância de prestar um atendimento de qualidade.

Existem outros fatores que contribuem positivamente para elevar o grau de afinidade na relação médico paciente. Além de aumentar a confiança no profissional, tais critérios ajudam a perceber as necessidades do paciente a fim de prestar um atendimento personalizado.

O profissionalismo, o conhecimento e virtudes como paciência, gentileza, resiliência e simpatia são essenciais para tornar a consulta mais dinâmica e segura para ambas as partes. Quando um médico adota uma postura adequada, ele se torna uma referência de segurança e de confiabilidade. Tais atributos conferem credibilidade ao profissional e, aos poucos, serão utilizados como um pilar na construção da solidez necessária à relação médico paciente.

Qual a importância do vínculo?

Estabelecer um ambiente propício e agradável para facilitar o atendimento é um importante diferencial de competitividade, sobretudo, ante a concorrência cada vez mais acirrada na área de saúde. Construir um vínculo de confiança e promover a interação baseada em valores positivos é determinante para o sucesso do tratamento. Essa integração influencia o estado emocional do paciente e o estimula a manter a continuidade das consultas.

Logo, o médico deve treinar a habilidade de ouvir o paciente para transformar sua consulta em um diálogo aberto. Infelizmente, há médicos que mal olham para os pacientes ou nem se interessam pelo que eles dizem na consulta. Isso dificulta a construção do vínculo e reduz as chances de promover uma relação de confiança.

Mesmo diante do imediatismo e do avanço tecnológico na área médica, nada substitui a empatia e a atenção às queixas do paciente. Saber ouvir, ser atencioso, cuidadoso e seguro nas condutas é imprescindível à construção do vínculo entre médico e paciente. 

O que fortalece a relação médico paciente?

O elo entre médico e paciente deve ser sustentado por doses de empatia, cumplicidade e respeito durante cada atendimento. Ainda que tragam benefícios exponenciais, a prática clínica moderna não pode ser restrita aos recursos tecnocientíficos. A construção de um relacionamento de confiança remete à liberdade e à segurança quanto às diferentes questões que afligem o paciente. O médico precisa estar atento a essas peculiaridades.

Cada detalhe discutido durante a consulta é essencial para direcionar condutas e promover a saúde do paciente. Nesse processo, a confiança não se limita apenas na expectativa de solucionar o problema, mas na maneira como ele é interpretado e considerado pelo médico.

Priorizar, pois, uma visão holística do paciente contribui para a determinação de um diagnóstico rápido, e com estratégias de prevenção e de tratamento mais adequadas. Nesse sentido, a boa relação médico paciente é essencial à promoção do bem-estar, da qualidade de vida e da recuperação da saúde integral.

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