O Dia Internacional do Idoso (1º de outubro) foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1991, com o intuito de chamar a atenção para a importância das questões do envelhecimento. Seguindo essa direção, outubro ganha destaque como o mês do idoso — e não à toa.

O aumento do contingente populacional da terceira idade sinaliza a necessidade de mais cuidado e atenção à saúde dos idosos. Diante disso, é essencial priorizar medidas que tornem essa fase da vida mais tranquila e saudável para todos.

Então, que tal aproveitar o mês do idoso para conhecer os principais fatores que influenciam o bem-estar e a qualidade de vida no envelhecimento? É o que veremos neste post! Continue lendo para conferir.

Qual é o perfil da população idosa no Brasil?

Segundo o IBGE, há uma população de 30 milhões de idosos no Brasil. Isso indica a necessidade de mais atenção aos aspectos físicos, mentais e psicológicos das pessoas que estão nessa faixa etária. Saber lidar, de maneira equilibrada, com as limitações decorrentes do processo de envelhecimento é essencial.

Isso também envolve oferecer os cuidados adequados à saúde, como a prevenção de doenças degenerativas, por exemplo. Esse tipo de ação permite um estilo de vida longevo e ativo em vários aspectos, principalmente no que se refere à produtividade e à autonomia.

Atualmente, o idoso brasileiro tem um perfil muito diferente daquele de algumas décadas passadas. As transformações evidenciadas pela atenção à saúde — e o maior acesso aos recursos tecnológicos — proporcionaram um envelhecimento bem mais saudável e ativo. Muitos idosos, inclusive, mesmo aposentados, continuam exercendo algum trabalho remunerado.

Essa mudança substancial em relação às épocas passadas sinaliza um envelhecimento com mais vigor físico, mental e emocional. Os idosos modernos também mantêm relacionamentos afetivos e se envolvem em diferentes atividades sociais.

Tudo isso exemplifica o quanto a aceitação do envelhecimento, de forma natural, influencia a qualidade de vida. E o mês do idoso é a oportunidade perfeita para divulgar informações importantes, capazes de auxiliar nesse empoderamento para a superação das adversidades típicas da terceira idade.

Quais são os principais desafios enfrentados pelos idosos?

Com o envelhecimento da população, o governo precisa mesmo investir em políticas públicas voltadas para o bem-estar integral dos idosos. Além dos problemas decorrentes das doenças degenerativas, questões como moradia, conflitos familiares e aspectos relativos à saúde emocional merecem mais atenção. Nesse contexto de mudanças físicas, psicológicas e sociais, talvez o maior desafio seja encarar essa realidade e assumir a necessidade de prevenção como proposta primordial ao equilíbrio.

Como alcançar o envelhecimento com boa saúde?

Diversos fatores determinam as condições de saúde durante a terceira idade. Um deles é o cuidado recebido pela família — e pela sociedade, como um todo —, que reflete na saúde mental e física do indivíduo. Muitos idosos se queixam de não serem vistos como capazes de discernimento, autonomia e poder de decisão, por exemplo.

Por isso, além do cuidado com a preservação de suas habilidades mentais, o respeito e a dignidade devem ser priorizados. Também é importante adotar certos cuidados ao longo da vida, capazes de favorecer um envelhecimento estável e ativo. A seguir, enumeramos alguns deles, dentre os mais difundidos no mês do idoso.

Cuidar da saúde mental

De fato, não há como driblar a fisiologia natural do organismo e evitar o envelhecimento. Contudo, um estilo de vida saudável pode retardar os efeitos da degeneração celular e postergar o surgimento de algumas doenças típicas da terceira idade.

Exercitar o cérebro com atividades úteis, que estimulem o raciocínio também ajuda bastante. Além disso, algumas ações comportamentais não podem ser ignoradas: evitar reclamações e pensamentos negativos é essencial para preservar as funções mentais e proteger a saúde emocional.

Por fim, música, leitura, jogos de tabuleiro, palavras-cruzadas e atividades similares são imprescindíveis para evitar problemas neurodegenerativos e o comprometimento mental. Doenças como Alzheimer e Parkinson, por exemplo, têm menos incidência em idosos que executam atividades assim.

Priorizar uma dieta saudável

Uma dieta pobre em gorduras e açúcar diminui bastante o risco de doenças do coração, podendo prolongar a vida. Assim, convém valorizar o consumo de peixes, carnes brancas, frutas, verduras, legumes e cereais. Limitar o consumo de carnes vermelhas e de produtos industrializados também é importante. Por outro lado, o tabagismo, o uso de substâncias entorpecentes e o consumo de bebidas alcoólicas causam danos potenciais ao funcionamento dos órgãos, reduzindo a expectativa de vida.

Praticar atividades físicas regularmente

Para as pessoas mais velhas, o ideal é fazer atividades aeróbicas. Uma das mais indicadas é a caminhada. É interessante também praticar exercícios que fortaleçam a musculatura. Nesse caso, optar pelo pilates e hidroginástica ajuda a manter o tônus muscular, essencial para reduzir o risco de quedas.

De toda forma, vale ressaltar a importância de um acompanhamento profissional e uma avaliação médica prévia. Mesmo que tenham o aval do médico, um educador físico, um fisioterapeuta ou um cuidador de idosos devem estar presentes para auxiliar o idoso durante os exercícios.

Ter um bom relacionamento familiar

Uma vida familiar estável e equilibrada tem profunda relação com a longevidade. Manter um casamento harmonioso, por exemplo, baseado em uma relação amorosa e segura, é um denominador comum entre as pessoas longevas. Isso demonstra que o modo como lidamos com as emoções também favorece a qualidade de vida — e que priorizar ações que sinalizem um viver tranquilo, saudável e livre da ansiedade excessiva é fundamental.

Valorizar a socialização

Na terceira idade, programas de apoio são essenciais para a prevenção de males como o isolamento social e a depressão. Por isso, os trabalhos de incentivo à socialização para a terceira idade vem ganhando espaço no Brasil.

Um exemplo clássico são as atividades desenvolvidas pelo Serviço Social do Comércio (SESC): há algumas décadas, a instituição oferece oportunidades de estímulo ao convívio social entre idosos. Essas alternativas são excelentes para motivar a interação dessas pessoas com a sociedade e o meio onde vivem.

Por que é importante encarar o envelhecimento como uma oportunidade de aprender o novo?

Além dos fatores que vimos até aqui, o envelhecer saudável depende de uma forma individual de enfrentamento. A senilidade é, naturalmente, uma fase integrante do ciclo vital humano. Por isso, a percepção de que as capacidades cognitivas, nessa fase, são diferentes deve ser trabalhada ao longo da vida.

Essa compreensão é o que promove o ajuste psicológico necessário à passagem pelo envelhecimento com uma postura tranquila e consciente, com mais qualidade de vida. Somente assim, pela aceitação, é que o comportamento será modificado, e as emoções, equilibradas.

Por fim, é preciso ter em mente que o ato de envelhecer não significa a exclusão da sociedade. Pelo contrário: esse período deve ser visto como uma oportunidade de se atualizar, de sociabilizar com diferentes grupos e culturas e aprender coisas novas. Não só no mês do idoso, mas de forma contínua. É essa atitude positiva que garante o empoderamento, e que tem feito do brasileiro um idoso mais longevo e autônomo.

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