Se você tem um ente querido que precisa de tratamento para alguma doença, sabe como esse processo pode ser desanimador e até exaustivo. Tratamentos convencionais muitas vezes não dão a devida atenção ao bem-estar geral do paciente.

Para uma recuperação completa, a pessoa precisa estar forte física, mental e espiritualmente. É aí que entra a medicina integrativa. Não se trata de uma modalidade diferente de medicina, mas de uma forma alternativa de exercê-la.

A medicina integrativa busca tratar os pacientes de forma global, equilibrando mente, corpo e espírito. Neste texto, vamos abordar a medicina integrativa e sua importância, além de apresentar alguns exemplos práticos. Confira.

O que é a medicina integrativa?

Criada em universidades americanas ao longo da década de 1970, a medicina integrativa busca mudar o paradigma do tratamento médico convencional realizado em consultórios, hospitais, clínicas e em demais instituições voltadas à saúde.

Sob esse novo paradigma proposto, a doença não é mais o foco do estudo, e sim o paciente em sua totalidade — corpo, mente e espírito. O indivíduo é empoderado como principal responsável por sua própria cura. Para isso, é necessário entender a ideia de que a cura vem de dentro para fora.

Os remédios, cirurgias e tratamentos convencionais mantêm sua importância, mas são caracterizados como agentes catalisadores do processo de recuperação do organismo, deixando o próprio enfermo como protagonista central da cura.

É importante ressaltar que a medicina integrativa não pretende substituir a medicina convencional, apenas propõe novas possibilidades de tratamento. A percepção da pessoa como centro da busca pela cura é essencial, além das abordagens terapêuticas adequadas e do estudo das evidências.

Qual a sua importância?

Tratar de doenças não é tarefa fácil. Exige muita força do paciente e uma dose forte de calma e determinação de seus familiares. Não é incomum que o processo de tratamento convencional traga problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

Por mais eficiente que seja a rotina médica, a pessoa que necessita de cuidados pode sentir sua qualidade de vida diminuir e perder o prazer pelas atividades cotidianas. Por isso, a abordagem global da medicina integrativa é tão importante. Ela permite que o paciente olhe para si mesmo e ganhe força para seguir em frente. No caso do tratamento do câncer, por exemplo, a abordagem integrativa é posta à prova. De acordo com a oncologista Maria Lúcia Martins Batista, a prática permite que o paciente esteja preparado para tomar as rédeas da situação e combater a doença.

Para que isso tudo seja possível, o médico tem um papel muito importante. O profissional de saúde deve estabelecer uma relação de troca com o paciente, a fim de entender sua força e tratar suas fraquezas. Por isso, é essencial que o profissional seja amigável e comunicativo, disposto a trabalhar junto à família de quem está enfermo.

Como funciona?

Como já definimos, a medicina integrativa trata cada caso de forma global. Isso significa que todas as áreas da vida do paciente são levadas em consideração no tratamento. A partir daí, família, paciente e profissional definem como será realizado o processo de cura. É preciso entender os impactos que a rotina clínica vai causar na vida da pessoa e buscar meios de suavizá-los. Educação nutricional e o incentivo a atividades físicas, por exemplo, são meios de elevar a qualidade de vida do paciente.

O equilíbrio é a chave de tudo. Os efeitos colaterais causados pela intervenção médica são medidos e remediados. Uma pessoa pode ter a capacidade motora limitada devido ao tratamento e buscar em outros métodos, como a fisioterapia e o alongamento, uma forma de se reequilibrar.

O movimento integrativo é forte e crescente em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a maioria das universidades têm centros de medicina integrativa que utilizam fitoterápicos e outras modalidades de cura. No Brasil, a prática também está em ascensão, tendo sido recentemente incluída no SUS

Como a medicina integrativa pode ajudar?

É importante frisar que a medicina integrativa não promete substituir tratamentos convencionais. Ela busca apenas ajudar o paciente a alcançar o equilíbrio durante o tratamento por meio do foco na pessoa como um todo e por abordagens terapêuticas adequadas. Por tratar cada pessoa de forma singular, levando em conta seu estilo de vida e suas características, o tipo de medicina integrativa aplicado para cada caso é diferente. Veja alguns exemplos de tratamento integrativo e o que eles oferecem.

Medicina Chinesa

Você já viu o símbolo do Yin Yang? Trata-se daquele círculo preenchido em preto e branco representando o equilíbrio entre positivo e negativo. O símbolo tem origem oriental e é muitas vezes relacionado com os princípios da medicina chinesa.

A medicina tradicional chinesa tem como base o reconhecimento das leis que governam o funcionamento do organismo e a forma como ele interage com o ambiente. Essa abordagem é aplicada nos tratamentos de doenças e na manutenção da saúde por meio de diversos métodos.

Por toda a China, esse recurso medicinal é considerado valioso e acessível para a saúde pública. Alguns exemplos de tratamentos oriundos da medicina chinesa são a acupuntura, a fitoterapia, a dietoterapia e até algumas artes marciais.

Homeopatia

A homeopatia é uma modalidade que representa bem o princípio da medicina integrativa, pois, ao utilizar doses mínimas do agente causador do mal, estimula o organismo a produzir a própria cura. Ela é usada para auxiliar no tratamento de diversos tipos de doenças, desde a depressão até a asma. Desenvolvida por Samuel Hahnemann, médico formado em medicina convencional, a homeopatia tem como objetivo reduzir a utilização de compostos químicos que possam trazer sequelas e efeitos colaterais.

Como vimos, explorar novos métodos de tratamento pode ser uma ótima forma de melhorar a qualidade de vida do paciente, especialmente daqueles que passam por rotinas médicas exaustivas. Se você tem um enfermo na família, procure saber mais sobre a medicina integrativa, por meio dela, todo o foco será dado ao paciente e às suas particularidades. O impacto positivo pode ser surpreendente!

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