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O processo de envelhecimento acontece com qualquer pessoa e provoca mudanças fisiológicas no corpo humano. Um dos órgãos que exibe os primeiros sinais dessas alterações é a pele. A queda na capacidade da formação de colágeno, elastina e ácido hialurônico provoca a diminuição de sua elasticidade, fator que facilita as lesões na pele.

Outras mudanças que favorecem o problema incluem a diminuição de glândulas sudoríparas e sebáceas, bem como o aumento da fragilidade dos vasos sanguíneos, prejudicando a função imunológica. Tais fatores associados a condições externas, como exposição ao sol, tabagismo e falta de hidratação, contribuem para que a pele do idoso se torne mais suscetível a lesões.

Desenvolvemos este post para que você conheça essas e outras causas responsáveis pelas alterações na pele dos idosos, assim como as melhores formas de prevenção. Confira!

Tipos de lesões mais comuns

A melhor maneira de tratar as lesões na pele é conhecer um pouco mais sobre elas. Algumas podem ser cuidadas em casa, outras devem ser acompanhadas e tratadas em hospitais ou por profissionais especializados em âmbito domiciliar

Lesões por quedas

É normal que o avanço da idade seja acompanhado do enfraquecimento ósseo e muscular, dificultando a movimentação para muitos idosos e intensificando as chances de quedas.

Mobiliários, tapetes, sofás com quinas, pisos escorregadios e degraus podem provocar desde escoriações leves (arranhões) até profundo debridamento (lesões de pele com extravasamento de sangue). Nesse tipo de ferida, recomenda-se a lavagem com água corrente. Em caso de extravasamento, é ideal que o sangue seja estancado com uma gaze limpa.

Lesões por doença de pele e sistêmica

As lesões causadas por doenças de pele são, em sua maioria, avermelhadas e geram irritação e coceira, ação que pode agravar o aspecto. As úlceras varicosas ou venosas surgem por conta da má circulação em membros inferiores e são comuns em indivíduos com diabetes, hipertensão arterial, problemas circulatórios, obesos e fumantes.

Além disso, a desidratação, condição característica de uma pessoa idosa, facilita a formação de úlceras em regiões ósseas e articulares, como calcanhares, cotovelos, parte posterior da cabeça e região sacra. 

Tais lesões devem ser tratadas com compressas úmidas e frias e outras manobras para alívio da dor e melhora do quadro, além de medicamento indicado por um profissional. Outros distúrbios que podem surgir na pele são:

  • erupções;

  • eczemas;

  • bolhas;

  • pústulas;

  • manchas escuras (decorrentes de exposição excessiva ao sol por longos períodos);

  • angiomas (pápulas de sangue ou bolinhas vermelhas);

  • ceratoses (manchas acastanhadas e brancas com cascas).

A doença de pele mais comum entre idosos no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é a queratose solar actínica ou senil. São manchas avermelhadas de textura áspera, escamosa e ressecada.

Em geral, surgem em áreas com exposição ao sol, como rosto, colo, dorso das mãos e couro cabeludo. Também exigem acompanhamento profissional contínuo, já que se tratam de lesões pré-malignas e podem evoluir para câncer de pele.

Lesões por roupas, acessórios e atrito

Roupas apertadas, fraldas geriátricas e outros acessórios podem facilmente causar desgaste, iniciando lesões na pele do idoso. Para indivíduos com doenças nas quais é preciso permanecer acamado, o atrito constante com o lençol também pode resultar em lesões como úlcera de pressão. 

Em casos de vermelhidão, é indicado lavar e secar adequadamente, utilizando somente produtos para hidratação do local. Já para feridas com secreção deve-se procurar atendimento profissional. No caso de úlceras de pressão o cuidado especializado também é primordial, pois a ferida deve ser avaliada e os cuidados podem variar de acordo com a situação.

Causas de lesões na pele

Alterações resultantes do envelhecimento deixam a pele sujeita ao aparecimento de feridas. Além dos fatores anteriormente apresentados, há outras condições que tendem a causar lesões na pele:

  • sensibilidade;

  • exposição prolongada ao sol e à poluição;

  • uso de produtos químicos;

  • má alimentação;

  • efeitos de doenças (sistêmicas ou de pele);

  • negligência na hidratação;

  • úlceras (venosas e varicosas).

Formas de prevenir lesões na pele do idoso

Hábitos como hidratação e alimentação saudável devem ser adotados desde cedo para preservar a integridade da pele na terceira idade. De acordo com a SBD, as recomendações para a prevenção de lesões na pele do idoso são:

  • evitar exposição desprotegida ao sol;

  • usar protetores solares com FPS superior a 30;

  • ingerir água com frequência (evitando a desidratação);

  • evitar banhos quentes e demorados (máximo de 5 minutos);

  • não utilizar buchas ou esponjas abrasivas (reduzem a proteção e aumentam o ressecamento);

  • preferir sabonetes neutros e suaves;

  • secar-se suavemente após o banho, sem fricção exagerada (especialmente em regiões com manchas);

  • hidratar a pele de todo o corpo diariamente, principalmente em braços e pernas, com cremes sem álcool;

  • realizar exercícios diariamente (melhorando a circulação);

  • evitar permanecer em pé ou sentado, com pernas para baixo por longos períodos;

  • inspecionar pernas e braços regularmente (observar aparência de veias, vermelhidão, manchas assimétricas, feridas, varizes);

  • lavar e secar adequadamente os pés, incluindo a região entre os dedos;

  • preferir calçados abertos, favorecendo a ventilação;

  • cortar as unhas após o banho e não retirar as cutículas;

  • observar cortes, calos, verrugas, feridas e mudanças na circulação dos pés, redobrando os cuidados em caso de diabetes;

  • consultar regularmente um dermatologista.

A importância do acompanhamento médico

Para garantir a qualidade de vida na terceira idade e evitar problemas maiores na pele, é essencial que o idoso procure atendimento especializado. Somente com o acompanhamento de um dermatologista será possível realizar a avaliação adequada.

Com o avanço da idade, o risco para desenvolvimento de câncer de pele também se eleva, tornando os idosos mais suscetíveis à doença — principalmente os de pele clara, que habitam locais com alto índice de radiação ultravioleta. Como ocorre com os outros tumores, o diagnóstico precoce do câncer de pele aumenta as chances de cura, por isso, o acompanhamento periódico com um médico é fundamental.

Você pôde conhecer os motivos que causam as lesões na pele do idoso e como ter uma prevenção adequada. Não se esqueça da importância de realizar o acompanhamento com um dermatologista para garantir saúde e qualidade de vida em todas as idades.

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