A doença de Alzheimer é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores temores de idosos e daqueles que convivem com eles. No entanto, a desinformação sobre esse mal faz com que os sintomas iniciais sejam ignorados e o tratamento demore a ser feito, o que pode reduzir as chances de o paciente ter mais qualidade de vida.

Pensando nisso, criamos um artigo com informações importantes sobre essa doença, para que você fique bem inteirado e saiba exatamente com o que está lidando ao ter um familiar com a doença de Alzheimer. Boa leitura!

O que é o Alzheimer?

É uma enfermidade que se caracteriza pelo surgimento da demência, denominação atribuída à perda progressiva de capacidades mentais e cognitivas, tais como: reflexão, associação de ideias, capacidade de aprender, memória, concentração e outras. Muitos dos pacientes com demência têm doença de Alzheimer.

Embora tais alterações sejam normais com o decorrer da idade, quando perdemos um pouco da capacidade de memorização, por exemplo, a demência é um problema muito mais sério, progressivo e de caráter modificador. Ou seja, há uma mudança no funcionamento do cérebro do paciente acometido.

O Alzheimer, por sua vez, é um processo que destrói as células cerebrais, conhecidas como neurônios. Por isso, a demência nada mais é do que um sintoma dessa enfermidade. Esse quadro traz alterações significativas ao cérebro dos pacientes, inclusive de caráter morfológico, ou seja, na forma desse órgão ou de suas estruturas.

O que, afinal, faz com que essa doença ocorra?

Ainda não se sabe exatamente quais são as causas da doença de Alzheimer. Os pesquisadores, médicos e cientistas de todo o mundo trabalham incansavelmente em busca de respostas e tratamentos cada vez mais eficazes para esse problema tão sério.

Com base em suas pesquisas, eles descobriram que alguns fatores de risco podem estar relacionados. Confira:

  • idade: o problema afeta, normalmente, pessoas de mais de 65 anos. No entanto, esse não é um fator determinante para o aparecimento da doença;
  • sexo: ao que tudo indica, normalmente as mulheres são mais afetadas do que os homens;
  • hereditariedade: fatores genéticos também podem influenciar no surgimento desse problema;
  • pessoas que exercitam menos o cérebro: segundo alguns pesquisadores, pessoas que estão mentalmente ativas podem correr menos riscos de ter Alzheimer;
  • traumas: traumatismos cranianos das mais diversas intensidades podem favorecer o desenvolvimento do Alzheimer.

Quais são os sintomas mais comuns desse problema?

Há uma série de sintomas que podem indicar que alguém sofre com o mal de Alzheimer. Apesar disso, eles podem ser muito sutis no começo, o que faz com que sejam vistos como um processo de envelhecimento comum e que não seja dispensada muita atenção à sua ocorrência. Os mais comuns são:

  • esquecimento;
  • dificuldade para formar pensamentos;
  • alterações no humor;
  • redução da memória;
  • dificuldade para falar;
  • dificuldade para executar movimentos;
  • incapacidade de reconhecer objetos e suas funções;
  • períodos em que não se sabe realizar tarefas simples, como usar o banheiro ou se vestir.

Com o passar do tempo, os sintomas se tornam mais graves e evidentes, podendo inclusive envolver a dificuldade de engolir ou respirar. Outra ocorrência muito comum dessa doença é a deterioração do sistema imunológico, o que faz com que várias doenças oportunistas possam contaminar o paciente.

Qual é o tratamento para o mal de Alzheimer?

Não há, infelizmente, um tratamento contra a doença em si. Apesar disso, diversos procedimentos formam um conjunto de ações que visam favorecer a qualidade de vida e reduzir os sintomas dos pacientes acometidos pelo Alzheimer.

O primeiro passo é garantir que as capacidades psicossociais do paciente sejam preservadas, garantindo que ele possa viver a sua vida com a quase normalidade a que ele está habituado. Para isso, é necessário que alguém (seja um familiar ou um cuidador de idosos profissional) esteja sempre por perto para auxiliar.

Além disso, tratamentos comportamentais ou medicamentos também podem ser utilizados de forma simultânea. Eles envolvem o enriquecimento ambiental, deixando-o mais agradável, confortável e interativo. Já os fármacos utilizados podem incluir antidepressivos e sedativos, além de muitos outros.

A nutrição também tem um papel especial no tratamento do Alzheimer, especialmente por ajudar a fortalecer o sistema imunológico e prevenir o aparecimento de problemas como a pneumonia, muito comum entre esses pacientes. A atividade física, sempre respeitando as limitações do idoso, também é recomendada.

Há algum modo de prevenir o aparecimento dessa doença?

Como ainda não se conhecem as causas da doença de Alzheimer, é muito difícil citar modos específicos de prevenção que realmente funcionem, principalmente devido ao provável caráter multifatorial dessa doença. No entanto, ao que tudo indica alguns cuidados têm uma certa relação com a incidência desse problema. Eles incluem:

  • ler bastante;
  • exercitar a mente;
  • aprender novos idiomas;
  • dormir bem;
  • se alimentar corretamente;
  • não abusar de substâncias como o álcool e o cigarro;
  • praticar atividades físicas;
  • controlar o estresse.

Com hábitos saudáveis, é possível diminuir as chances do aparecimento da doença. É importante, no entanto, salientar que isso não é uma garantia e que mesmo pessoas extremamente saudáveis podem vir a sofrer com o Alzheimer.

Qual é a expectativa de vida de um paciente com Alzheimer?

Não é possível ditar exatamente qual é a expectativa de vida desses pacientes. Essa previsão só é possível com uma avaliação minuciosa de cada caso, levando em consideração o histórico daquele paciente e o seu estilo de vida até então.

Muitos fatores podem contribuir para alterar essas previsões e ainda assim, nem sempre elas são corretas, podendo variar para mais ou para menos. O importante é fornecer todo o suporte ao idoso e viver um dia de cada vez.

Como lidar com esses pacientes da maneira correta?

A principal maneira de lidar com pacientes acometidos pelo Alzheimer é com carinho e muito respeito. A paciência é crucial no trato desses indivíduos, que se tornam completamente dependentes do auxílio de seus familiares e cuidadores, até mesmo para tarefas consideradas simples.

Por isso, esteja sempre por perto e contrate um profissional qualificado para auxiliá-lo nas tarefas. Além disso, as consultas médicas são imprescindíveis para que o profissional responsável possa ditar quais são os procedimentos terapêuticos recomendados para aquele paciente específico.

Seguindo as recomendações médicas, fornecendo um ambiente rico e atraente e tratando o idoso com muito respeito, é possível garantir a qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer.

Como podemos perceber, a doença de Alzheimer é um problema sério e progressivo, ou seja, que não tem cura. Ele é capaz de reduzir consideravelmente a qualidade de vida daqueles que são acometidos pela enfermidade e, portanto, todo cuidado é pouco na hora de lidar com esses pacientes. O carinho e a paciência são fundamentais nessa hora!

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